23 janeiro, 2013

Memória Horas: Meu Pedacinho de Chão

Autoria: Benedito Ruy Barbosa e Teixeira Filho
Direção: Dionísio Azevedo
Período de exibição: 16/08/1971 - 06/05/1972
Horário: 18h
Nº de Capítulos: 185

TRAMA PRINCIPAL
- Pedro das Antas (Aires Pinto), o Serelepe, e Liliane (Patrícia Aires), a Pituca, cresceram juntos, mas se separaram na adolescência. Passados 11 anos, os dois voltam à cidade natal. Ela, como professora; ele, formado em agronomia, quer tomar posse de suas terras, ocupadas ilegalmente pelo pai da moça, o coronel Epaminondas (Castro Gonzaga).

Agrônomo que volta à cidade natal para recuperar suas terras ocupadas irregularmente pelo coronel Epaminondas (Castro Gonzaga).
LILIANE / PITUCA (Patrícia Aires) – Filha do coronel Epaminondas (Castro Gonzaga), amiga de infância de Serelepe (Aires Pinto).
EPAMINONDAS (Castro Gonzaga) – Coronel, pai de Pituca (Patrícia Aires).

PRODUÇÃO
- Meu Pedacinho de Chão foi coproduzida e exibida, simultaneamente, pela TV Globo e pela TV Cultura de São Paulo.
CENOGRAFIA E PRODUÇÃO DE ARTE
- Muitas cenas da novela foram gravadas em duas fazendas do município de Itu, em São Paulo.
CURIOSIDADES
- Benedito Ruy Barbosa conta que ficou tão empolgado com a novela que, certo dia, escreveu cinco capítulosde uma vez, datilografando em sua antiga máquina de escrever.
- Alguns personagens da novela, como Serelepe, Pituca, Epaminondas, Padre Santo, Zelão e Tuim retornaram na novela Voltei pra Você , também de Benedito Ruy Barbosa, exibida em 1984, na TV Globo. Dessa vez, interpretados por outros atores.
- O ator Canarinho, intérprete do personagem Rodapé, entrou na novela por acaso, para fazer um papel pequeno, e ganhou um prêmio por sua atuação.

AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS
- Meu Pedacinho de Chão também transmitiu informações sobre vacinação, desidratação infantil, higiene e técnicas agrícolas, além de abordar o problema do analfabetismo no campo, levando personagens adultos às salas de aula. Foi a primeira novela educativa da TV Globo, ajudando a firmar na grade de programação o horário das 18h para a teledramaturgia.
CENSURA
- O autor Benedito Ruy Barbosa conta que a novela teve diversos problemas com a Censura, como, por exemplo, nacena em que um personagem tocava violão e cantava o hino nacional para os caboclos. Depois disso, um aluno cantava o hino da escola, tendo a bandeira do Brasil estendida sobre a mesa. A censura cortou as duas cenas, alegando que o hino brasileiro não podia ser cantado naquele ambiente, e que a bandeira nacional só podia aparecer em “cenas especiais”.

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